| O poder do juro composto |
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Um dos objectivos deste website consiste em ajudar os seus leitores a enriquecerem...lentamente. No Portal Gestão seguimos uma filosofia de investimento de longo prazo, apoiada no crescimento sustentado dos mercados financeiros e de capitais ao longo dos anos. A visão de longo prazo, aliada à paciência e persistência, garante, melhor do que qualquer estratégia especulativa, acumular um grande nível de riqueza. Poupar e investir metódica e disciplinadamente, devagar ao longo dos anos é a única forma que garante o acumular de riqueza sem grandes preocupações. Nem todos conseguirão enriquecer desta forma pois embora seja relativamente simples de compreender a ideia, colocá-la em prática é mais difícil do que parece.
Assim, começo por explorar o conceito de juro composto e demonstrar todo o seu potencial num exemplo prático.
Compreender o juro composto. Embora a diferença entre os dois regimes de juro não pareça à primeira vista muito relevante, se considerarmos um período de capitalização alargado, 30 anos por exemplo, o capital que se obtém no regime composto pode facilmente ser o dobro do que se obteria com o regime simples. Veja o exemplo na folha de cálculo abaixo e simule diferentes prazos de capitalização, capital e taxa para se aperceber bem das diferenças. No gráfico abaixo pode ver bem a diferença entre um regime e outro. Em ambos os casos estamos a calcular o capital acumulado ao longo dos anos de um investimento de 1.000 euros a uma taxa de 6% ao ano. Repare que durante os primeiros anos, a diferença entre os dois regimes é insignificante, mas com o passar dos anos, os juros do regime composto são novamente reinvestidos, gerando novos juros, que rendem mais juros, gerando assim um efeito exponencial.
Ao fim de 30 anos, o capital obtido com o regime composto é mais do dobro do capital obtido com o regime simples. Penso que era a este efeito que Einstein se referia... Embora a maior parte das aplicações a prazo oferecidas pelos principais bancos permitam a capitalização dos juros, muitos propõem a transferência dos juros para uma conta à ordem, criando assim um regime de juro simples, em que o capital inicialmente investido se mantém inalterado ao longo de toda a vida útil da aplicação. Convém estar atento à possibilidade de reinvestimento automático dos juros, pois é este regime que lhe permite beneficiar do efeito exponencial de crescimento do capital. O poder da composição dos juros chama-nos a atenção para dois aspectos importantes: começar a investir cedo e saber investir sistematicamente.
Começar cedo Veja na folha de cálculo seguinte como pode acumular a riqueza que necessita para a sua reforma: Introduza a sua idade, o montante que consegue investir mensalmente e compare os valores. Verá que uma pequena diferença hoje significa muito dinheiro no futuro!
Repare que a lição mais importante para qualquer investidor é começar cedo (não é por acaso que Warren Buffet, o mais conhecido investidor e o segundo homem mais rico do mundo criou o seu fundo de investimento aos 25 anos de idade). Faça os seguintes exercício na folha de cálculo:
Em qual dos casos acumula mais riqueza? No primeiro, claro. Quando chegar aos 65 anos de idade terá acumulado 356.046€, dos quais 50.400€ representam esforço de investimento e o restante, 305.646€ são juros. Ou seja, 85% são juros!
No segundo caso, apesar de investir de forma mais agressiva, começou mais tarde. Assim, quando se reformar aos 65 terá um capital de 279.096€, em 120.000€ são investimento e 159.096€ são juros.
Obter este capital com um esforço relativamente pequeno é possível se e só se reinvestir os juros. Se, pelo contrário, optar por gastar os juros, o capital que consegue acumular é muito inferior. No caso de começar a investir 100€ por mês aos 23 anos de idade e não reinvestir os juros, o capital que acumula até aos 65 anos de idade é de apenas 50.400€.
Pode dizer-me que 500€ é muito dinheiro para se investir todos os meses e que um retorno médio de 7,5% ao ano é muito elevado. Mas eu vou mostrar-lhe num próximo artigo que não é assim tão difícil!
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