| Cálculo e análise do cash flow |
| Escrito por João Mariz da Costa | ||||||
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O cálculo dos Cash-Flows Futuros, o Valor Actual Líquido (VAL), o Desconto de Cash-Flow Futuros (Discounted Cash-Flows), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Custo Médio Ponderado do Capital (CMPC ou WACC - Weighted Average Cost of Capital) são ferramentas essenciais na prática de gestão e administração empresarial, tendo por objectivo a avaliação de investimentos, e negócios, e a sua respectiva viabilização e preparação. O termo Cash-Flow (fluxo de caixa), representa a diferença entre as entradas e saídas de dinheiro de uma empresa durante um determinado período de tempo, calcula-se através da elaboração do Mapa de Cash-Flow (demonstração dos fluxos de caixa, ou mapa de tesouraria) complementa a informação do Balanço e da Demonstração de Resultados ilustrando os fluxos de capital na empresa no momento em que são gerados. O mapa de Cash-Flow permite identificar atempadamente situações graves de ruptura de tesouraria que podem levar à falência de uma empresa. Divide-se em 3 tipos de fluxos, provenientes de:
+ Recebimentos de clientes - Pagamentos a fornecedores - Pagamentos ao pessoal = Fluxo gerado pelas operações +/- Pagamentos/recebimentos do IRC +/- Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional = Fluxo gerado antes das rubricas extraordinárias + Recebimentos relacionados com as rubricas extraordinárias - Pagamentos relacionados com as rubricas extraordinárias = Fluxo das actividades operacionais
+ Recebimentos provenientes de investimentos financeiros, imobilizações corpóreas e incorpóreas, subsídios de investimento, juros e proveitos similares, dividendos, etc. - Pagamentos respeitantes a investimentos financeiros, imobilizações corpóreas e incorpórea, etc. = Fluxo das actividades de investimento
+ Recebimentos provenientes de empréstimos obtidos, aumentos de capital, prestações suplementares, subsídios e doações, venda de acções ou quotas próprias, cobertura de prejuízos - Pagamentos respeitantes a empréstimos obtidos, amortizações de contratos de locação financeira, juros e custos similares, dividendos, redução do capital e prestações suplementares, aquisição de acções ou quotas próprias, etc. = Fluxo das actividades de financiamento Conjuntamente, estes três fluxos permitem explicar a variação de caixa e seus equivalentes. O método de valorização dos Fluxos de Caixa Descontados, Discounted Cash-Flow (DCF), é utilizado para estimar a atractividade, e viabilidade, de um investimento. Esta análise usa projecções dos futuros cash-flows, chegando assim ao valor presente dos cash-flows futuros. Se o valor dos cash-flows descontados for maior que o valor do investimento, a oportunidade deve ser considerada (VAL - Valor Actual Liquido). Os Cash-Flows podem ser: Não Constantes e Finitos
Legenda: i = Taxa de Actualização/Taxa de Desconto/Retorno Exigido n = Período Constante e Finitos
Sendo:
Constantes e Infinitos
Uniformemente Crescentes e Infinitos
Legenda:
Ou:
Legenda:
Se calcularmos fórmula assumindo o VAL=0 obtemos uma taxa de actualização denominada por TIR (Taxa Interna de Retorno, igualmente conhecida por IRR - Internal Rate of Return) que é a taxa necessária para igualar o valor de um investimento (VAL) com os seus respectivos retornos futuros ou saldos de caixa. O Efeito de Endividamento, mais precisamente a Rendibilidade Esperada de um Activo (o já mencionado "retorno esperado"), é a taxa a que a empresa financia as suas operações de financiamento, que podem ser financiadas por Capitais Próprios e/ou por Capitais Alheios, e que deve ser assumido como o "i".
Legenda:
Sendo o Custo do Capital Próprio dado por:
Tendo em atenção que se uma empresa se financiar só com Capitais Próprios:
Ou
Em que: Rf= Taxa de juro sem risco (Taxa de retorno esperada para um investimento sem risco). Normalmente utiliza-se a média das taxas das Obrigações do Tesouro (OT) como referência. ß= Beta da acção (Calculado como a covariância entre a rentabilidade da acção e o índice onde se insere). Sendo que a relação rentabilidade e o risco, relativamente a um activo em geral, quanto maior for o risco a ele associado, maior será a rendibilidade exigida pelos potenciais investidores. Quanto maior o beta, maior o prêmio de risco, e consequentemente o retorno exigido também é maior. Um beta de 1 corresponde a uma empresa com volatilidade média face ao mercado. Quanto menor o beta, menor o risco da empresa e menor o retorno esperado dos investidores, pelo que, em última instância, o custo dos seus capitais próprios (compostos por acções) também será menor (chamada de acção defensiva). Pelo contrário, se o beta é superior a 1, o risco da empresa é maior, pelo que os investidores exigirão um retorno também superior, passando o custo dos capitais próprios a ser também maior (chamada de acção ofensiva). Segundo o CAPM, a taxa de retorno requerida pelos investidores (que corresponderá ao custo dos capitais próprios) deve ser igual à soma da taxa isenta de risco com o beta multiplicado pelo prémio de risco do mercado. (Rp-Rf)= Taxa de prémio de risco (Taxa de retorno esperada acima da taxa livre de risco a título de prémio pelo risco de mercado (risco sistemático). Esta taxa pode ser encontrada através da diferença entre a taxa média do índice de referência e média das taxas das Obrigações do Tesouro. Quanto maior o risco, maior deve ser a taxa de prémio de risco. Esta taxa é considerada como a remuneração do accionista pelo risco de mercado). O mais correcto, e assumindo o cálculo dos Cash-Flows com risco, é descontar à taxa WACC, é igualmente muito usada pela determinar a possibilidade de oportunidades de expansão da empresa ou de fusões e aquisições. O WACC calcula a média ponderada dos custos das fontes de financiamento, em que o peso de cada uma é considerado em cada situação, sendo que na fórmula seguinte apresenta-se liquida de imposto. Desta forma é possível aferir qual é o custo de cada unidade de moeda que financia a entidade.
Em conclusão, se a taxa TIR do projecto for maior (>) que a taxa WACC da Empresa então o projecto Viável.
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