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Benchmarking: se não consegue superar, imite!
Uma empresa dispõe de um produto, serviço, ou mesmo um processo de gestão, que não atingiu ainda o nível desejado pelos seus gestores; é realizado, então, um estudo sistematizado de comparação com empresas que estão num patamar mais elevado, e por conseguinte, as diferenças são identificadas.

A partir deste estudo, inicia-se um processo de aperfeiçoamento para que se atinja um grau de desempenho superior – a esta prática denominamos Benchmarking.
O objectivo do Benchmarking é implementar melhorias significativas nos produtos e potenciar os processos das organizações que as levarão aos resultados. Algumas empresas aplicam a técnica do benchmarking de forma empírica, sem o auxílio de pesquisas ou de profissionais especializados na implementação do processo. Em consequência, na maior parte das vezes, os resultados são fracos e os lucros não surgem.
Para ajudar na eficácia do Benchmarking existem empresas especializadas neste tipo de serviço, que através de tecnologias de informação e de um conhecimento adquirido num determinado sector conseguem fornecer informação muito precisa sobre o que de melhor se faz no mercado.

Para orientar as empresas a utilizarem de forma bem sucedida a técnica do Benchmarking, o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) colocou à disposição um serviço de apoio à utilização do Benchmarking como ferramenta de gestão.


A Siclave foi uma das empresas contempladas com a orientação desta técnica. De acordo com Miguel Cerqueira, Director de Marketing da empresa, a utilização do Benchmarking foi a melhor forma de efectuar um estudo de verificação e validação da situação da empresa para assumir um projecto de dimensão considerável, as Novas Tecnologias de Informação. A técnica, segundo Miguel, vem sendo aplicada nos departamentos de marketing, financeiro, produção, qualidade, ambiente e comercial da empresa, e tem contado com a receptividade e colaboração dos funcionários, que aceitaram e se empenharam novo projecto, “percebendo que seria uma mais-valia não só para a empresa, mas também para sua carreira profissional”.

A Silampos também coordenada por esse projecto do IAPMEI, reconhece na prática uma importante ferramenta de gestão e desenvolvimento. Na opinião de José Alberto Silva, responsável pela implementação do Bencmarking na empresa, a vantagem competitiva do modelo adoptado tem sido conseguida, por um lado, no facto do know-how associado a estas áreas de intervenção e de conhecimento se desenvolverem no seio da organização, e por outro, pela articulação bem sucedida e regular das actividades de concepção e desenvolvimento de novos produtos com entidades externas.

A acção do benchmarking traduz-se num somatório de pequenas melhorias que favorecem os processos internos e o desenvolvimento de novos produtos; como no caso da Silampos, que criou um modelo de utilização integrada dos recursos próprios de design e engenharia para o desenvolvimento de novos produtos, tornando-se um referencial para outras empresas. Os resultados podem não ser identificados de imediato, pois faz parte de um processo contínuo de aprendizagem e de pequenos passos progressivos.

Uma política de mudança na cultura da empresa deve servir de base e incentivo para o sucesso do processo, que deve ser conhecido e incorporado por todos os seus funcionários, mas, antes de tudo, acreditado pelos seus gestores.

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