| Ganhe com o Balanced Scorecard |
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Se um treinador de uma equipa de futebol profissional jogasse a Super Liga sem registar o número de golos marcados e sofridos, o tempo de posse de bola, o número de remates à baliza e muitas outras estatísticas importantes, teria muita dificuldade em manter-se competitivo. De facto, criaria mesmo uma equipa caótica, sem estratégia.
Nos negócios, muitas empresas funcionam sem uma abordagem sistemática à sua estratégia, jogando um campeonato sem saberem se estão a ganhar ou a perder... O Balanced Scorecard (BSC) é um sistema de avaliação da performance que ajuda a clarificar a estratégia da empresa e a traduzi-la em acções concretas. Através de quatro perspectivas - financeira, clientes, processos e aprendizagem - o BSC desenha um "mapa estratégico" que combina indicadores internos e externos, dando ênfase não só aos resultados financeiros como também às causas que estão na origem desses resultados.
Criado no início da década de 90 por dois académicos de Harvard (Kaplan e Norton), o BSC tem vindo a ganhar popularidade junto das grandes organizações públicas e privadas em todo o Mundo. Empresas como a BMW, Siemens, Dupont e mesmo organizações como a Força Aérea Norueguesa e a Agência para o Desenvolvimento Económico dos Estados Unidos e algumas Universidades, provam a eficácia e o impacto do BSC como ferramenta indispensável à execução das suas estratégias. A que se deve tanta popularidade? Por um lado, estas organizações compreenderam que a informação financeira é insuficiente para gerir com eficácia. Ainda assim, o BSC mantém os tradicionais indicadores financeiros. Mas estes indicadores são hoje insuficientes para uma correcta avaliação da performance. Os activos intangíveis, que não estão expressos na folha de balanço, tornaram-se mais importantes do que eram há 20 ou 30 anos atrás. O relacionamento com o cliente, a capacidade de inovar, as tecnologias e o conhecimento são agora os principais factores críticos de sucesso. Neste aspecto, ao acrescentar indicadores não - financeiros, o Balanced Scorecard trouxe uma contribuição inegável.
Neste exemplo, vemos que a opção por uma determinada estratégia implica que se adoptem determinado tipo de acções a curto e a longo prazo, definem-se que pessoas são directamente responsáveis pelo sucesso dessas acções, o que é importante para uma boa responsabilização de todos os intervenientes numa organização. E no que diz respeito às PME? Valerá a pena usar o Balanced Scorecard em empresas de dimensão mais reduzida? Como é óbvio, as pequenas e médias empresas têm maior facilidade na comunicação interna dos seus objectivos e mais flexibilidade nas suas estratégias, pelo que o BSC pode dar um contributo importante no alinhar da estratégia ao fazer com que todas as pessoas se concentrem na sua missão e visão.
Para uma correcta implementação do Balanced Scorecard em PME é fundamental que se definam apenas os indicadores que são vitais para o sucesso da estratégia empresa, ou seja, não se deve cair no erro de querer medir tudo. Existe sempre um compromisso entre o custo de obter a informação e o seu benefício que tem de ser ponderado. Menos indicadores têm normalmente mais impacto. Um outro aspecto importante para a implementação do Balanced Scorecard em PME tem a ver com a melhoria contínua. Há que compreender que na maior parte dos casos, não se consegue criar um sistema perfeito logo à primeira tentativa. Assim, deve olhar-se para o Balanced Scorecard como uma ferramenta a ser usada diariamente por um número significativo de pessoas na empresa e, como todas as ferramentas de gestão, é um sistema que pode sempre ser melhorado.
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