| Planos de Crescimento? Controle-se |
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Na vida de qualquer pequeno negócio, é normal (assim se espera) que chegue uma altura em que surge uma oportunidade de dar um grande salto. Pode acontecer de ser um contrato com uma grande empresa ou um grande negócio de distribuição ou um concorrente que vai à falência. O que quer aconteça, quando quer que aconteça, todos nos sentimos tentados a dizer que sim e a colher os frutos.
Mas atenção: Nem sempre é bom crescer depressa demais. Existem muitas armadilhas e é melhor conhecê-las para as evitar. Os que me lêem há muito tempo sabem que, quando era pequeno, o meu pai tinha uma loja de carpetes. Ele e o sócio começaram com um negócio pequeno e o meu pai era muito feliz no início - desenvolvia estratégias, vendia, planeava - tudo o que faz parte do mundo dos negócios. O negócio cresceu lenta e seguramente até chegar à prosperidade e, de repente, descolou. O meu pai e o sócio abriam uma loja nova por ano. Parece óptimo, não é? Errado. Quanto mais a cadeia de lojas crescia, mais infeliz o meu pai se sentia. De repente, em vez de ser um empresário habilidoso, descobriu que era um gestor médio aborrecido. Por fim, depois de conseguir 16 ou mais lojas, o meu pai vendeu a parte dele ao sócio e abriu um grande armazém de carpetes. Nunca mais voltou a deixar que o negócio crescesse acima dessa loja e nunca o tinha visto tão feliz. Tem de se pensar muito bem e estar preparado para quando o crescimento chegar, porque as mudanças vão ser profundas. Se não estiver realmente preparado, vai acabar por se sentir miserável como o meu pai ou, pior ainda, sem negócio, a ser processado ou na falência.
Lembro-me de uma cliente que tinha um restaurante. Planeámos uma grande campanha de relações públicas. O jornal local escreveu um artigo positivo na edição de Sexta-feira. O problema foi que a minha cliente não estava preparada para o volume de negócios que lhe chegou nesse fim-de-semana. Não tinha nenhum plano para lidar com tanta gente nem tinha encomendado comida suficiente. Nesse fim-de-semana, em vez de descobrirem um grande restaurante, os potenciais clientes descobriram um local cheio e sem comida. A minha cliente nunca teve uma segunda oportunidade para causar uma primeira impressão. Estragou tudo. O empreendedor inteligente conhece os seus limites e não mastiga mais do que consegue comer Aqueles negócios fantásticos que despontaram na Internet no virar do século também aprenderam esta lição da pior maneira. O crescimento rápido, principalmente no caso dos novos negócios, costuma levar a grandes problemas já que a empresa nem está estabelecida nem tem a experiência necessária para lidar com todas as questões que surgem com os grandes negócios: exigências de trabalho cada vez maiores, maiores requisitos capitais, a necessidade de distribuir melhor os recursos, e assim em diante. Eu sei que é difícil dizer não e nunca sabemos quando vai surgir uma grande oportunidade. Os grandes empresários sabem que um grande negócio pode ser um grande erro e não conseguirem lidar com a pressão e necessidades extra. Por isso, o meu conselho é cresça, mas devagar. Crie algum conhecimento e capacidade institucional, para que quando chegar a altura de passar para o nível seguinte, esteja preparado. Se for um passo seguinte natural, força. Mas se parecer algo que não é natural, pense duas vezes. Steve D. Strauss, conhecido como "o maior especialista americano em pequenas e médias empresas", é um advogado, autor e colunista do jornal "USA Today". O seu último livro é o Small Business Bible
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