| O que fazer quando um empregado abusa da sua confiança |
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Tenho um funcionário que parece estar a aproveitar-se de mim. Agora, com certeza, parece que guio um navio sem rumo, mas ele chega sempre atrasado, por vezes, concentra-se em coisas que são realmente irrelevantes, alega estar doente demasiadas vezes, etc. O problema é que me faz ganhar montes de dinheiro e ele sabe isso. O que posso fazer?
Sou totalmente a favor da criação de um ambiente de trabalho harmonioso, de motivar os colaboradores em vez de os espezinhar e de apanhar mais abelhas com mel do que com vinagre. Paz na terra e tudo isso. Mas sabe que mais? Às vezes, temos de ser um parvalhão. Não está no mundo dos negóciso para arranjar amigos entre os seus colaboradores. Está no mundo dos negóciso para ganhar dinheiro e a verdade é que ter lucros é mais fácil quando todos estão no mesmo barco. Portanto, temos de perguntar: Como é que os pomos todos no mesmo barco? Ao ser o patrão, como é lógico. Às vezes, conseguimos ter as pessoas no mesmo barco se os persuadirmos. Por vezes, temos de oferecer incentivos. Muitas vezes, temos de ser uma pessoa íntegra e honrosa. Mas, às vezes, conseguimos por ser rígidos. O empregado que se aproveita da nossa bondade é semelhante a uma criança rebelde, cujos pais não sabem como estabelecer limites. E é só pelo estabelecimento de limites que a criança aprende a) o que é esperado, e b) quem realmente está no comando. O mesmo se aplica aqui. Quando temos um negócio, somos o líder. Portanto, lidere. O empregado que agora se aproveita provavelmente não começou dessa forma. Foi só com o tempo, à medida que notou que você é demasiado brando é que começou a tomar liberdades. Simplesmente tem de pôr um fim a isto. E quando o fizer, embora possa haver alguns ressentimentos, não terá apenas encerrado esta questão como também terá estabelecido um precedente importante. Nos negócios, acredito naquilo a que chamo de "explosão calculada". Há momentos em que se torna importante que as pessoas saibam que você tem um limite.
Faça isto sempre que necessário e após ter sido "temido" por se ter descontrolado, de forma deliberada, um pouco (ou muito). As pessoas não gostam de lidar com descontrolados e embora possam simplesmente desligar-se de si, muitas vezes irão dar-lhe aquilo que quer. Repare, as pessoas começam um negócio por si próprias por várias razões e uma das principais é terem tanta paixão por algo que querem fazer isso todos os dias. E enquanto ser apaixonado por, digamos, flores, significa que você pode ser um óptimo florista, isso não significa que possa ser um grande chefe ou um empresário esclarecido. Mas se quiser ser bem sucedido a longo prazo, tem que ser mais do que apenas uma pessoa com uma grande ideia; também tem que ser um osso duro de roer quando necessário. E não estamos só a falar em relação aos colaboradores. Pode ser que a pessoa que precise de ser posta no seu lugar seja fornecedor ou um cliente ou um consumidor. Quando exercia advocacia, tínhamos um termo para isto: "gestão de clientes." Por exemplo, há clientes que têm alguma dificuldade em parar de ligar para o meu departamento legal para saber como está o caso deles. De uma forma simpática mas firme, tivemos de mostrar a esses clientes que existe uma linha, um limite. Portanto, por vezes, não muitas na verdade, temos simplesmente de ser os parvos. Despeça o cliente vindo do Inferno. Encontre um fornecedor mais fiável. Avise o colaborador e depois cumpra com o seu aviso. Está no mundo dos negócios. Seja um empresário. Steve D. Strauss, conhecido como "o maior especialista americano em pequenas e médias empresas", é um advogado, autor e colunista do jornal "USA Today". O seu último livro é o Small Business Bible
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