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Comunidades on-line: envolva os utilizadores e ganhe com anúncios ou serviços pagos
A maior parte das pessoas que costuma navegar na Internet faz parte de algum tipo de rede virtual. Muitas vezes, essa rede liga-nos a amigos e outras pessoas com quem queremos ficar em contacto. Como é que isso funciona em termos de oportunidade de negócio? Um bom empreendedor é um empreendedor com uma boa rede de contactos. Isto é válido tanto no ciberespaço como no negócio "analógico".

O que é uma comunidade on-line? Se alguma vez viu páginas como o Orkut ou o Facebook, então sabe de que se trata. Basicamente, é uma forma de se ligar e de se actualizar em relação a pessoas e aquilo que cada uma faz. Mas isto também pode ser usado por um empreendedor.

Estabelecer uma rede on-line não é a coisa mais fácil do mundo, mas também não é muito difícil. É preciso assegurar espaço para todos os utilizadores que se registam e assegurar uma infra-estrutura para se poderem comunicar. A maior parte das comunidades virtuais têm um serviço gratuito base e oferecem outros serviços pagos, como por exemplo add-ons. Um exemplo disto será o registo e o adicionar de amigos de forma gratuita e disponibilizar a partilha de ficheiros e o chat a subscritores pagantes.

A maior parte dos serviços on-line consegue os seus rendimentos através de anúncios. Os anúncios dirigem-se ao grupo de utilizadores da rede. Suponhamos que abre uma comunidade virtual, aberta a mulheres trabalhadoras; os publicitários interessados numa rede dessas seriam aqueles que oferecem produtos e serviços a mulheres trabalhadoras.

Então como se monta uma comunidade virtual?

Mais uma vez, é preciso perceber se existe uma procura latente. Se abrir uma página, vai haver interessados? O que tem para oferecer e que talvez não se encontre noutras comunidades? Não tente rivalizar com o Orkut e com o Facebook, é demasiado difícil bater estas redes já estabelecidas (com centenas de milhões de utilizadores) e o mais certo é desperdiçar tempo e recursos financeiros. Pelo contrário, neste momento parece mais oportuno encontrar redes sociais de um determinado nicho.

Há alguns anos, encontrei uma rede que se dirigia quase em exclusivo a solteiros que queriam fazer exercício com outros solteiros. É de facto uma boa ideia; pessoas na casa dos 20 anos, que querem ter uma vida saudável com exercício, e ao mesmo tempo desenvolver a vida social e quem sabe até encontrar um parceiro. Esta ideia seria inovadora para um nicho, sem dúvida. Mas mais oportunidades de encontrar nichos de mercado ainda existem.

Pense numa paixão pessoal (um hobby, um desporto, um livro ou uma arte que adore) e pense na forma como essa paixão é partilhada por outras pessoas. Quantas pessoas à volta do mundo partilham a sua paixão? E como se caracterizam em termos de idade, extracto social e género? Avalie o potencial de uma rede social vocacionada para um nicho respondendo a estas perguntas.

Quando se encontra um nicho e a procura latente, a tecnologia necessária para se montar tudo é muito fácil de utilizar. Vai precisar de infra-estruturas de informática e uma página com um design agradável. De nada serve entrar num negócio na Internet com uma página do século XX. Esqueça. Os utilizadores habituam-se muito rapidamente ao conforto e à sedução que um bom webdesign permite.

De início, vai ter de encontrar os seus próprios utilizadores. Isto significa que pode ter de aceder a uma lista de uma empresa de marketing com endereços electrónicos de pessoas que pudessem estar interessadas na comunidade virtual que quer iniciar. Tenha o cuidado de não usar software spam; apesar de ser fácil de usar, tem tendência para acabar na pasta do lixo. Há programas mais sofisticados que permitem enviar correio electrónico pessoa a pessoa, sendo mais certo que cheguem à caixa de correio de alguém sem serem filtrados pelos servidores de email.

A sua rede social deverá ter algo de diferente das grandes redes sociais. Como dito anteriormente, ela deve ser específica de um determinado nicho. Além disso, terá de oferecer 'algo' que atraia os utilizadores. Esse 'algo' poderá ser:

  • A vontade de ensinar e aprender. Os desportistas sabem que têm de estar permanentemente em evolução no seu desporto para não ficarem para trás. Seja uma novidade em relação ao material que usam nesse desporto, seja uma nova modalidade ou uma dieta alimentar específica, praticar desporto envolve uma dinâmica própria. Isso cria uma necessidade de partilha de informação, que estimula um cenário de perguntas e respostas e de inter-ajuda entre os membros dessa comunidade, abrindo uma oportunidade de negócio perfeita para as redes sociais;
  • A vontade de participar. Se tem realmente uma paixão, gosta certamente de se envolver com outros membros em eventos sociais (sejam virtuais ou não) para contar aos outros membros o que tem acontecido, para conhecer novos membros ou simplesmente para observar. Esta necessidade pode ser aproveitada através da organização de eventos pelas redes sociais;
  • A necessidade de afiliação. Quem não tem ídolos? Um guru do marketing ou do futebol, um mestre de culinária ou um artista plástico são líderes de opinião, influenciam outras pessoas a seguirem-lhes os passos, a imitarem-nos. Uma rede social, para arrancar em grande, deve ser capaz de atrair este tipo de indivíduos, pois eles despertam a necessidade de afiliação que existe em todos nós.

Uma comunidade virtual com muitos utilizadores pode ser uma galinha de ovos de ouro, se bem tratada. O efeito 'bola de neve' é um efeito poderoso...


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